Commodity

Commodity é o termo utilizado para se referir aos produtos de origem primária que são transacionados nas bolsas de mercadorias.

Commodity é o termo utilizado para se referir aos produtos de origem primária que são transacionados nas bolsas de mercadorias. São normalmente produtos em estado bruto ou com pequeno grau de industrialização, com qualidade quase uniforme e são produzidos e comercializados em grandes quantidades do ponto de vista global. Também podem ser estocados sem perda significativa em sua qualidade durante determinado período. Podem ser produtos agropecuários, minerais ou até mesmo financeiros. As principais commodities negociadas atualmente no mundo são: café, trigo, soja, milho, algodão, açúcar, álcool, boi, ouro, prata, cobre, aço e petróleo, dólar, euro, ações de grandes empresas, títulos de governos nacionais, etc. O conceito de commodity é também sinónimo de matéria-prima pois são normalmente utilizados para produção de produtos/bens manufaturados ou incorporados nos mesmos.

São assim produtos padronizados e não-diferenciados, nos quais o produtor não tem poder de fixação de preços e cujo mercado é caracterizado pela presença de pequenas barreiras à entrada e facilidade de arbitragem nos mercados interno e externo.

Também são consideradas commodities produtos de uso comum mundial, como lotes de calças de ganga, isto porque alguns segmentos em busca de menores preços optaram por homogeneizar seus produtos, mesmo que exista uma tendência mundial para a diferenciação de produtos que se pode diferenciar qualquer coisa, com o argumento de que os produtos devem ser ampliados.

Importância

Dentro de um panorama de início de século XXI, caracterizado pela crescente interdependência econômica global, onde novos padrões de comércio internacional passam a ser fundamentais, observou-se que agregar valor às matérias-primas, em vez de exportá-las no estado primário, é importante. Numa economia aberta, os preços internos de commodities tendem a convergir para o preço internacional, e como este apresenta tendência de queda, torna-se difícil a implementação da estratégia de redução de custos.

As commodities são de fundamental importância e tendem a oferecer riscos e vulnerabilidade. As tecnologias utilizadas para produzi-las são universalmente conhecidas e difundidas, criando baixíssimas barreiras à entrada. Por conseguinte, os mercados desses produtos apresentam alto grau de competição, produzindo uma corrida por aumentos de produtividade e redução de custos. Como, entretanto, há limites para a redução da eficiência, constatou-se então que é necessário uma estratégia mais sustentável para as commodities se manterem competitivas no mercado globalizado.

A grande importância atribuída a commodities na economia se deve ao fato de que podem ser uma forma de investimento, uma opção entre as tantas opções de aplicação no mercado, como poupança ou Fundos de Investimento. Assim as possíveis oscilações nas cotações desses produtos no mercado internacional podem causar perdas a agentes econômicos que os transacionam.

Negociação

A negociação dessas mercadorias é realizada com entrega futura. Diferente do que acontece no porto, não há movimento físico de produtos nas bolsas. O que se negocia são contratos futuros, ou seja, garantias de compra e venda dos produtos em uma data no futuro. Para um dos produtos citados ser considerado uma commodity, é necessário que exista uma estrutura de mercado, onde vendedores e compradores se encontram e onde se torne possível essa forma de investimento.

Através dos contratos futuros são assumidos compromissos de compra e venda de ativos nos quais são especificados as quantidades negociadas, os prazos de entrega, os valores e datas de pagamento. São chamados de contratos futuros porque os negociantes definem um preço hoje para uma determinada quantidade de produto que será entregue apenas posteriormente. O dinheiro pode ser recebido na data de entrega do produto ou antecipado. Uma operação no mercado de futuros determina que o comprador deve comprar uma quantidade de produto em uma data futura e o vendedor tem que vender, mas com o preço que foi combinado no dia em que foi celebrando o contrato.

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References:

KRUGMAN, P. R. OBSTFELD, M. 1999. Economia internacional: teoria e política. Lisboa: Presença.

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