Ativo tóxico

O que é um Ativo Tóxico

Ativo tóxico é uma expressão que se popularizou na sequência da crise financeira mundial iniciada com a crise do subprime nos EUA, sendo utilizada para designar determinados produtos financeiros muito especulativos tais como CDS – Credit Defaul Swaps e CDO – Collateralized Debt Obligation.

Na génese da crise do crédito hipotecário de elevado risco (subprime) estiveram os empréstimos que eram aceites sem quaisquer entraves pelos bancos comerciais. Os bancos de investimento comercializavam produtos financeiros supostamente livres de risco, nomeadamente CDS – Credit Defaul Swaps e CDO – Collateralized Debt Obligation, e os investidores por todo o mundo compravam-nos sem se aperceberem do risco incorrido. As próprias agências de rating classificavam estes produtos com nota máxima e algumas seguradoras seguravam as carteiras de subprime pensando ser um produto financeiro com qualidade e segurança.

O problema surge de forma inesperada com o colapso do crédito imobiliário que levou ao incumprimento desses créditos e, consequentemente à perda de valor dos títulos que rapidamente caiu para zero, o que provocou à falência, em 15 de Setembro de 2008, de um dos maiores bancos dos EUA, o Leman Brothers. Seguiram-se acentuadas quebras nas cotações de diversas instituições financeiras de todo o mundo, como é o caso da American International Group Inc. (AIG), a maior seguradora dos EUA, que no dia seguinte à insolvência do banco Leman Brothers, teve uma queda de 61%. Outros exemplos de bancos que sofreram os efeitos negativos da crise financeira dos EUA, foi o banco de investimento Bear Sterns, os bancos de crédito imobiliário Fannie Mae e Freddie Mac nos EUA e o Nothern Rock no Reino Unido, os quais foram nacionalizados de forma a evitar consequências ainda mais graves no sistema financeiro.

Os ativos tóxicos são assim os grandes responsáveis pela transmissão da crise do imobiliário norte-americano ao sistema financeiro mundial, atingindo inicialmente os bancos que tinham promovido o crédito hipotecário de alto risco nos EUA, alastrando depois às sociedades financeiras que tinham assumido o risco deste crédito através da compra dos títulos, arrastando consigo todas aquelas que detinham as suas ações. Todo o sistema financeiro acabou por ser contagiado, afetando a capacidade de financiamento da economia mundial e tendo como resultado a mais grave recessão económica desde a crise de 1929.

O que são os CDO e os CDS

Os CDO são contratos que compram exposição a um portfolio de empréstimos. As perdas sustidas pelo portfolio de crédito são tomadas por ordem inversa de senioridade, pelo que por um lado as tranches júnior recebem cupões (taxas de juro) mais elevadas e por outro sofrem as primeiras perdas do portfolio.

Já os CDS são acordos que servem para as instutuições/particulares se progeram contra o risco de incumprimento: o comprador do contrato aceita pagar um prémio periodicamente, enquanto o vendedor do mesmo acorda que no caso de suceder um evento de crédito a uma determinada entidade de referência, será paga uma compensação ao comprador do contrato. Ainda assim este devidado financeiro tornou-se altamente especulativo porque teria tanto mais valor, quanto maior a propabilidade de falência do seu ativo subjacente.

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