Agregado Monetário

Agregado Monetário são as medidas de moeda utilizadas na política monetária. Das definições utilizadas até à adesão de Portugal à União Monetária.

Agregado Monetário são as medidas de moeda utilizadas na política monetária. Das definições utilizadas até à adesão de Portugal à União Monetária.

O M1 compreende os passivos de liquidez imediata. É composto pelo papel-moeda em Poder do Público (PMPP) e pelos Depósitos à Vista (DV). O PMPP é o resultado da diferença entre o papel-moeda emitido pelo Banco Central do Brasil e as disponibilidades de “caixa” do sistema bancário. Os DV são aqueles captados pelos bancos criadores de moeda e transacionáveis por cheques ou meios eletrônicos. Compõem o grupo dos bancos criadores de moeda, os bancos comerciais, os bancos múltiplos e as caixas econômicas. Neste segmento não são incluídas as cooperativas de crédito, em razão da insignificância de seus depósitos, como também pela dificuldade de obtenção global dos dados diários e mesmo de balancetes mensais. Os depósitos do setor público estão incluídos nos depósitos à vista, com exceção dos recursos do Tesouro Nacional, depositados no Banco do Brasil;

O M2 engloba, além do M1, os depósitos para investimento e as emissões de alta liquidez realizadas primariamente no mercado interno por instituições depositárias – as que realizam multiplicação de crédito;

O M3 inclui o M2 mais as captações internas por intermédio dos fundos de renda fixa e a posição líquida de títulos registrados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia, decorrente de financiamento em operações compromissadas;

O M4 engloba o M3 e os títulos de dívida pública que apresentam elevada liquidez.

Nas décadas de setenta e oitenta, muitos países começaram a utilizar os agregados monetários como meta apropriada da política monetária. Em primeiro lugar, os agregados monetários estão sob o controlo direto das autoridades monetárias nos países com taxas de câmbio flexíveis. Assim, ao modificar a base monetária as autoridades podem neutralizar os efeitos de mudanças inesperadas de comportamento dos agentes econômicos, para conseguir o valor nominal desejado do agregado monetário. Em segundo lugar, existe uma grande quantidade de dados empíricos que sugerem a existência de uma procura estável dos agregados monetários e, portanto, de relações previsíveis entre os agregados monetários e a renda nominal.

Em terceiro lugar, hipóteses novas, como a das “expectativas racionais”, colocaram em dúvida o mérito da estratégia anterior das autoridades monetárias, se as expectativas são “racionais”, no sentido de que se baseavam nas melhores teorias e informações existentes, os esforços das autoridades monetárias para mudar essas expectativas estavam fadados ao fracasso.

Consequentemente, as autoridades monetárias de muitos países industrializados, em vez de empenharem-se em modificar as expectativas, começaram a anunciar os valores que pretendiam para os agregados monetários, resumindo assim, adequadamente, sua política. O principal objetivo era facilitar o processo de decisão e aumentar a confiança do setor privado, já que esta política reduzia a possibilidade de decisões errôneas baseadas em expectativas incorretas. No Quadro são apresentados alguns dos agregados monetários adotados para indicar a política monetária, em países selecionados.

Nos últimos anos, as circunstâncias obrigaram vários países industrializados a modificar suas metas intermediárias de política monetária. Os Estados Unidos abandonaram sua meta de M1 em 1987, o Canadá suspendeu a adoção de metas monetárias em 1981 e a Alemanha substituiu sua meta anterior por um novo M3, que inclui moeda em circulação, depósitos à vista, depósitos a prazo de menos de 4 anos e depósito de poupança institucional.

Os principais motivos destas modificações foram as inovações baseadas em avanços técnicos e as novas normas regulamentares, que eliminariam algumas das vantagens de se ater a uma meta anunciada de um agregado monetário como objetivo da política monetária. Em especial, o progresso tecnológico nas áreas de comunicação e registro de transações diminuiram o custo das transações financeiras. Esta redução dos custos das transações incentivou a criação de novos instrumentos financeiros e o aparecimento de novos intermediários financeiros. Isto, por sua vez, levou à desregulamentação dos intermediários e ao fortalecimento da concorrência, à inovação e ao aumento da eficiência dos mercados financeiros.

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