Amartya Sen

Amartya Kumar Sen nasceu em 1933 em Bengala Ocidental, Índia. Em Dhaka passou a maior parte da infância e iniciou os seus estudos. Era filho de um professor universitário e depois de alternar os seus interesses entre a matemática e a física, acabaria por descobrir o fascínio da economia. Em 1952 vai para a Inglaterra estudar economia na Universidade de Cambridge. E de volta à Índia, dá conferências na Universidade de Jadavpur e torna-se professor da Escola de Economia de Delhi.

Amartya Kumar Sen nasceu em 1933 em Bengala Ocidental, Índia.  Em Dhaka passou a maior parte da infância e iniciou os seus estudos. Era filho de um professor universitário e depois de alternar os seus interesses entre a matemática e a física, acabaria por descobrir o fascínio da economia. Em 1952 vai para a Inglaterra estudar economia na Universidade de Cambridge. E de volta à Índia, dá conferências na Universidade de Jadavpur e torna-se professor da Escola de Economia de Delhi.

Sen iniciou o seu doutoramento no Trinity College em Economia e foi nomeado professor e fundador do departamento económico da Universidade de Jadavpur, em Calcutá, na Índia.

Depois de lecionar na Índia e nos Estados Unidos (EUA), Sen assume o cargo de professor titular do Trinity College, no Reino Unido e foi agraciado pelos seus contributos para a teoria da decisão social com o Premio de ciências económicas em memória de Alfred Nobel, em 1988, e se torna o primeiro não britânico a ocupar a posição.
Em 1993, contribuiu para a criação do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que começou a ser usado desde aquele ano pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no seu relatório anual, desde então o avanço dos países não é mais medido apenas pelo crescimento da economia.

Sen é hoje um dos mais notáveis pensadores mundiais, uma referência para a discussão de temas como a globalização, o liberalismo econômico, o terrorismo ou a desigualdade entre os géneros.

É um economista pioneiro do desenvolvimento e bem-estar social, expressou um cepticismo considerável quanto à validade dos pressupostos neoclássicos. Ele era um grande crítico da teoria das expectativas racionais, e dedicou sua obra para o desenvolvimento e os direitos humanos. Durante seu crescimento, conviveu com a miséria extrema, a sangrenta guerra separatista, o desmonte do Império Britânico e viu a fome matar pelo menos 3 milhões de pessoas em Bengala.
Intensamente marcado pela fome que atinge seu país, aprofunda o estudo das economias dos países em desenvolvimento e as condições de vida das populações mais pobres do planeta. Em 1981 escreve seu livro mais conhecido, Pobres e Famintos: Um Ensaio sobre Direito e Privação. Analisando catástrofes na Índia, em Bangladesh, na Etiópia e no Saara africano, Sen demonstra que até quando o suprimento de alimentos não é significativamente inferior que o de anos anteriores pode ocorrer privação e fome. Sua conclusão é que a escassez de comida não constitui a principal causa da fome, como acreditam os académico, e sim a falta de organização governamental para produzir e distribuir os alimentos.
Sua maior contribuição é mostrar que o desenvolvimento de um país está essencialmente ligado às oportunidades que ele oferece à população de fazer escolhas e exercer sua cidadania. E isso inclui não apenas a garantia dos direitos sociais básicos, como saúde e educação, como também segurança, liberdade, habitação e cultura.
O seu trabalho de investigação acerca dos mecanismos da fome e da pobreza, do desenvolvimento humano, do estado social e do liberalismo político valeram-lhe o Prémio Nobel da Economia em 1998.

As primeiras publicações de Amartya Sen foram nos anos de 1960 e 1970 na área da escolha social, ampliando e aprofundando as teorias do Nobel, Kenneth Arrow (1972), avançando seu paradoxo liberal e da teoria da impossibilidade, que avalia a livre escolha e as limitações do mecanismo de mercado para alcançar ótimo de Pareto.

Sen também trabalhou em economia do desenvolvimento, analisando os países pobres e as condições para alcançar o desenvolvimento, incluindo o trabalho com o Banco Mundial no desenvolvimento de sua publicação anual, Relatório de Desenvolvimento Humano, que se tornou a publicação de referência sobre a situação destas questões no mundo.

Trabalhou igualmente na análise económica da justiça, com base nos estudos de John Rawls, que compartilhou universidade em sua segunda passagem em Harvard.

Na década de 1990 ele começou a concentrar-se na área da saúde pública e seu impacto no desenvolvimento e igualdade social.

273 Visualizações 1 Total

References:

Karier, Thomas (2011). Intellectual Capital – Forty years of the Nobel Prize in Economics, Cambridge: Cambridge University Press.

273 Visualizações

 

 

Knoow - a divulgar conhecimento pelo mundo

Flag Counter