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Pós-Impressionismo

O Pós-Impressionismo, designa, a posteriori, um grupo de artistas e de movimentos diversos, nos quais se fizeram sentir diferentes tendências na procura de novos caminhos para a pintura. Grupo este, que seguindo o caminho do Impressionismo, mas separaram, a pintura da representação mimética da Natureza, acentuando-a nos seus valores específicos – a cor e a bidimensionalidade.

O pós-impressionismo foi a designação utilizada para definir a pintura e, posteriormente, a escultura do final do impressionismo, por volta de 1885, a partir da última exposição Impressionista, até ao surgimento do Cubismo, com Pablo Picasso e Georges Braque, em 1907. De certa forma está relacionado ao seu original “Impressionismo”, mas de certo modo, o confronta.

Chamavam-se genericamente pós-impressionistas os artistas que não mais representavam fielmente os preceitos originais do impressionismo, ainda que não se tenham afastado por completo do Impressionismo ou estejam agrupados formalmente em novos grupos.

O termo Pós-impressionismo foi utilizado pela primeira vez pelo crítico de arte britânico Roger Eliot Fry (1866-1934), para designar as obras expostas na Grafton Galleries, em Londres, no ano de 1910, que incluíam pinturas de Paul Cézanne, Vincent van Gogh e Paul Gauguin.

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Camille Pissarro, Haying at Eragny, 1889

Muitos artistas do Pós-impressionismo fizeram parte do Impressionismo, partindo daí para diversas tendências distintas. Considerado por muitos, uma extensão ou desenvolvimento maior, a parte mais intelectual, da escola impressionista, mas que de certa forma, reagiu em sua contra.

Sentindo-se limitados e insatisfeitos pelo estilo impressionista, alguns jovens artistas queriam ir mais além, ultrapassar a Revolução de Monet. Aí se encontra a génese do novo movimento, que não buscava destruir os valores do grande mestre, e sim aprimorá-los. Alguns dos mais importantes artistas do Pós-Impressionismo foram: Vincent van Gogh, Paul Gauguin, Henri de Toulouse-Lautrec, Paul Cézanne, Paul Signat, Georges Seurat, entre outros.

Os Pós-impressionistas buscavam e admitiam a importância do lado subjectivo, humano, emocional e sentimental expresso nas artes, e não somente de seu aspecto “superficial”, de reprodução da realidade, como fizeram os autores do Impressionismo.

Nesta conjuntura heterogénea, agregaram-se a diferentes tendências expressivas, diferentes autores e diferentes movimentos artísticos, considerados, ainda hoje, como os grandes precursores da arte do início do século XX.

Os movimentos modernistas devem muito ao pós-impressionismo, principalmente pela figura de Paul Cézanne (1839 – 1906) e sua obstinação em alcançar a natureza real atrás das aparências, criar uma arte com vida própria, “concretizar” suas impressões pessoais e “realizar o motivo”.

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References:

ARGAN, Giulio Carlo. Arte moderna: do iluminismo aos movimentos contemporâneos. Tradução Denise Bottmann, Frederico Carotti. São Paulo: Companhia das Letras. São Paulo, 1992

BRODSKAYA, Nathalia. Post-Impressionism. Litres, 2017

CHILVERS, Ian (org.). Dicionário Oxford de arte. Tradução Marcelo Brandão Cipolla. 2.ed. Martins Fontes. São Paulo, 2001

HALLIWELL, Sarah. Impressionism and Postimpressionism: Artists, Writers, and Composers – Volume 6 de Who and when? – Raintree Steck-Vaughn, 1998

THOMSON, Belinda. Pós-Impressionismo. Cosac & Naify. São Paulo, 1999

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