Serenata

Este artigo tem como objectivo definir o género musical serenata, abordando sucintamente a sua evolução ao longo da história.

Conceito

A serenata é conhecida como a música do anoitecer, por oposição à “alvorada”, “alborada”,  “aubade” ou “matinatta”, que é a música do amanhecer.

Estritamente, a serenata é um concerto de vozes e instrumentos, dado à noite, ao ar livre, sob as janelas de alguém, em jeito de declaração ou homenagem. No caso da serenata da ópera «Dom Giovanni», de Mozart, há um cantor e um bandolim. Em Schubert, encontramos este mesmo tipo de serenata: para voz e piano, com letra de Rellstab, como a célebre «Serenata D 957 n.º4», ou para voz feminina e quarteto vocal, como é a «D 920» com letra de Grillparzer.

Evolução histórica da serenata

No século XVI, a serenata dizia respeito a uma composição polifónica, satírica, do tipo villanelle. No século XVIII, o termo era aplicado a cantatas dramáticas, também conhecidas como semióperas, como a obra «Ácis e Galateia» de Haendel. A serenata barroca evoluiu, gradualmente, para o instrumental puro e para uma composição destinada a celebrações solenes.

As serenatas escritas por Mozart para o príncipe-arcebispo de Salzburgo e outras, como a dedicada ao burgomestre Haffner, são grandes composições orquestrais (mais extensas que qualquer uma das suas sinfonias), de espírito semelhante ao divertimento, numa sucessão de diversas peças (oito na «Serenata K 250» e sete na «Serenata K 320»), que têm intercaladas no meio um concerto para violino («Serenata Haffner K 250») ou uma sinfonia concertante para sopros («Posthornserenade K 320) em três breves movimentos.

Por volta de 1773-1779, a serenata era a rainha das composições orquestrais. No entanto, a sinfonia barrou o caminho deste género estruturalmente vago e socialmente elitista. Com Mozart dos anos vienenses («Eine Kleine Nachtmusik», para quinteto de cordas), Beethoven (op.8 para trio de cordas, op. 25 para flauta, violino e viola) e os sucessores de ambos, a serenata instrumental tornou-se  numa obra de música de câmara suave e intimista.

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References:

Kennedy, M. (1994). Dicionário Oxford de Música. Publicações Dom Quixote.

Massin, J. & Massin, B. (1983). História da Música Ocidental. Editora Nova Fronteira, S.A: Rio de Janeiro.

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