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Dadaísmo

Dadaísmo ou Dadá, foi um movimento artístico formado em Zurique, após o início da Primeira Guerra Mundial em 1916, por um grupo de jovens escritores, poetas e artistas plásticos franceses e alemães. Entre os seus principais expoentes, encontramos: Tristan Tzara, Marcel Duchamp, Hans (ou Jean) Arp, Julius Evola, Francis Picabia, Kurt Schwitters, Max Ernst e Man Ray. Foi um movimento que teve principal expressão na literatura, fotografia, pintura e escultura.

A palavra Dada foi descoberta acidentalmente por Hugo Ball e por Tzara Tristan num dicionário alemão-francês. Dada é uma palavra francesa que significa na linguagem infantil “cavalo de madeira”.  E por isso mesmo, esse foi o nome escolhido, porque não fazia sentido, assim como a arte, que perdera todo o sentido diante da irracionalidade da guerra.

Dadaísmo

Poster for Dada Matinée, Theo van Doesburg,1923

O primeiro Manifesto Dadá, foi publicado em 1918, defendia que o Dadaísmo “era uma nova realidade” e tinham uma atitude crítica relativamente aos expressionistas que acusavam de “resistência sentimental aos tempos”.  O dadaísmo queria para abolir de vez a lógica, a organização, a postura racional, trazendo para arte um carácter de espontaneidade e gratuidade total.

O Movimento possuía como característica principal a ruptura com as formas e directrizes da arte tradicional. Foi um movimento com forte conteúdo anárquico, a arte deveria ficar solta das amarras racionalistas e ser apenas o resultado do automatismo psíquico, seleccionado e combinando elementos por mero acaso.

O Dadaísmo foi um movimento de negação, negava totalmente a cultura, defendia o absurdo, a incoerência, a desordem e o caos. Para os dadaístas, de maneira geral, a ideia de uma arte pura, voltada para a apresentação e contemplação do belo, já não fazia sentido nenhum, face os horrores da Primeira Grande Guerra.

O Dadaísmo veio para abolir de vez a lógica, a organização, a postura racional, trazendo para arte um carácter de espontaneidade gratuita. Propunham uma arte de protesta que chocasse e provocasse a sociedade burguesa da época. As suas obras visuais e literárias baseavam-se no acaso, no caos, na desordem e em objectos e elementos de pouco valor, desconstruindo os conceitos da arte tradicional.

É com este espírito rebelde e irreverente que Marcel Duchamp cria, entre 1913 e 1915, os seus ready-mades. Peças criadas a partir de objectos comuns do quotidiano aos quais Duchamp atribuía um novo sentindo ou sem sentido nenhum. As obras de Duchamp eram feitas a partir de produtos manufacturados. O que os transformava em obra de arte, era apenas uma ideia, um conceito introduzido pelo artista na obra, exemplo de isso, é a sua obra, a “Fonte”.

marcel_duchamp

A fonte, Marcel Duchamp, 1917

As principais características do Dadaísmo, era conseguir fazer com que as pessoas reflectissem sobre o quotidiano, olhassem as coisas do dia-a-dia com novos olhos. Por isso, objectos comummente utilizados eram apresentados novamente ao espectador, sob uma nova perspectiva, mas sempre fazendo parte de um contexto artístico.

O impacto causado pelo dadaísmo justifica-se plenamente pela atmosfera de confusão e desafio à lógica sugerida por ele, optando por expressar de modo inconfundível suas opiniões acerca da arte oficial e também das próprias vanguardas. Com a sua mensagem anarquista, o dadaísmo combatia o capitalismo e todo o consumismo da sociedade na época. Aliado a uma visão pessimista e irónica da política mundial, o dadaísmo criticava o sistema vigente.

Outra característica do dadaísmo é a extrapolação dos materiais convencionais: tela e pincel não são mais suficientes, e novos objectos começaram a fazer parte da arte: fotografias, recortes de jornais, músicas, sons e objectos diversos ajudam a compor as novas obras absurdas e ilógicas propostas como representação da sociedade segundo o dadaísmo.

O dadaísmo influenciou muitos artistas e designers da actualidade, pela sua liberdade e mistura de diversos elementos, explorando “técnicas” utilizadas até aos dias de hoje. A sua tendência extravagante é baseada no acaso e serviu de base para o início de inúmeros movimentos artísticos do século XX, entre eles o Surrealismo, a Arte Conceitual, a Pop Art e o Expressionismo Abstracto.

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References:

CHIPP, Herschel B. Teorías del arte contemporáneo. Ediciones AKAL, 1995

DEMPSEY, Amy. Estilos, escolas e movimentos. Cosac & Naify. São Paulo, 2003.

YOUNG, Alan. Dada and After: Extremist Modernism and English Literature. Manchester University Press, 1983

DANTO, Arthur C. The abuse of beauty. Aesthetics and the Concept of Art. Open Court. Chicago, 2006

RICHTER, Hans. Dadá: arte e antiarte. Martins Fontes. São Paulo, 1993

VARIOS. Historia del arte universal de los siglos XIX y XX, Volume 2. Editorial Complutense, 2003

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