Paul Thomas Anderson

Paul Thomas Anderson, nascido a 26 de Junho de 1970 em Studio City na Califórnia nos Estados Unidos, é um aclamado realizador e argumentista cujas obras cinematográficas apresentam uma natureza particularmente focada no desenvolvimento e estudo das personagens. Os seus filmes têm como habitual panorama de fundo o Oeste Americano, e são tremendamente aclamados e apreciados pela sua escrita ambiciosa e captivante.

Paul Thomas Anderson frequentou a Faculdade de Cinema da Universidade de Nova Iorque por um curto período de tempo. No entanto, Anderson acabaria por desistir, decidindo investir numa carreira independente enquanto argumentista e realizador, sem recorrer ao ensino superior.

Paul Thomas Anderson and Dainel Day-Lewis

Filmografia

O seu primeiro projecto enquanto argumentista e realizador surgiria no ano de 1993 mediante a realização da curta-metragem “Coffee and Cigarettes”, por uma modesta quantia de vinte mil dólares.

A sua primeira longa-metragem viria três anos depois, mediante um acordo com a Rysher Entertainment, com o criticamente bem-recebido “Hard Eight” (“Passado Sangrento”), um filme que assumia a forma de um moderno film noir.  Este filme marcaria o início de uma série de colaborações recorrentes com actores de alto calibre como Philip Baker Hall, John C. Reilly e Philip Seymour Hoffman, os quais teriam papéis preponderantes em muitos dos filmes de Paul Thomas Anderson.

Apesar do seu filme de estreia ter recebido boas críticas, seria com “Boogie Nights” (“Jogos de Prazer”) que Paul Thomas Anderson ganharia relevante notoriedade enquanto um dos realizadores e argumentistas americanos mais promissores. O filme apresentava um elenco forte, contando com actores experientes como Burt Reynolds e, à altura, estrelas em ascensão como Julianne Moore e um bem jovem Mark Whalberg. Para além destes, o elenco era completo pelos habituais John C. Reilly, Philip Baker Hall e Philip Seymour Hoffman. “Boogie Nights”, cuja história desenrola-se na chamada “idade de ouro” da indústria pornográfica dos anos 70 e 80, retrata o trajecto e carreira de uma estrela do cinema para adultos, no qual se testemunha a sua ascensão, queda e ressurgimento, entre muitas peripécias e obstáculos que lhe vão surgindo. Seria com este projecto que Paul Thomas Anderson receberia a sua primeira nomeação para a Academia, mediante uma nomeação para Melhor Argumento Original.

Com o seu seguinte filme, “Magnolia”, de 1999, Paul Thomas Anderson ver-se-ia a explorar temáticas emocionalmente mais profundas e ambiciosas. Com um pouco mais de três horas, o filme afastaria os espectadores mais habituados a filmes de fácil e rápida digestão, e como tal não teria tanto sucesso na bilheteira. Com um argumento baseado em histórias interligadas, à medida que decorre um típico dia em San Fernando Valley, “Magnolia” receberia uma forte e muito positiva recepção crítica. Anderson receberia a sua segunda nomeação para os Óscares para a categoria de Melhor Argumento Original.

Em 2002, Paul Thomas Anderson realizaria o seu terceiro filme, “Punch-Drunk Love” (“Embriagado de Amor”), o qual marcaria uma parceria imprevista com Adam Sandler, colaboração que teria despertar após um projecto desenvolvido entre os dois no âmbito do popular programa televisivo americano “Saturday Night Live”. Com este filme, Anderson arrecadaria o prémio de melhor realizador no Festival de Cinema de Cannes.

There Will Be Blood” (“Haverá Sangue”) seria o quarto projecto de Anderson, e contaria com a fantástica prestação de Daniel Day-Lewis, o qual lhe valeria o Óscar de Melhor Actor. Baseado no romance “Oil!”de Upton Sinclair, o filme seria considerado como a melhor obra cinematográfica de Paul Thomas Anderson até à data por parte da massa crítica. O filme retratava a essência do seguir ambições e ganância sem escrúpulos, e as suas inevitáveis consequências, cuja trama tinha cenário no final do século XIX e início do século XX. Para além do Óscar para Day-Lewis, Paul Thomas Anderson seria nomeado para Melhor Realizador e receberia, de igual forma, uma nomeação para Melhor Argumento Adaptado.

Em “The Master” (“The Master – O Mentor”), Anderson replicaria o mesmo registo e sentido de ambiente do filme precedente. De 2012, o filme seria parcialmente inspirado na vida do fundador do movimento da Cientologia, L. Ron Hubbard, e representaria a complexa relação entre um líder de um culto carismático (protagonizado pelo habitual Philip Seymour Hoffman) e um dos seus discípulos (Joaquin Phoenix), nos anos subsequentes à Segunda Guerra Mundial.

Com “Inherent Vice” (“Vício Intrínseco”) de 2014, Paul Thomas Anderson voltaria a colaborar com Joaquin Phoenix. O filme é uma adaptação da obra homónima de Thomas Pynchon. Receberia, novamente, uma nomeação para Melhor Argumento Adaptado.

O projecto mais recente de Anderson, de 2017, “Phantom Thread” (“Linha Fantasma”), retrata a procura pela perfeição por parte de um alfaiate, à medida que se reflectem uma série de tensões nas suas relações amorosas. Novamente uma colaboração com Daniel Day-Lewis, Paul Thomas Anderson receberia uma nomeação para a Academia pela sua realização, da mesma forma como o filme receberia uma nomeação para Melhor Filme, e uma nomeação para Melhor Actor para o próprio Daniel Day-Lewis.

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