2001: Odisseia no Espaço

“2001: Odisseia no Espaço” (1968) (título original, “2001: A Space Odyssey”) é uma obra cinematográfica, considerada como um dos melhores e mais importantes filmes de ficção científica alguma vez feitos e, em geral, um marco histórico do cinema. O filme teria a sua estreia nas salas do cinema numa altura em que a corrida ao espaço entre os Estados Unidos e a União Soviética era uma realidade bastante vincada e um assunto com bastante interesse por parte da opinião pública. Para além disso, coincidiria historicamente com as missões Apolo da NASA, as quais, como se sabe, teriam o seu apogeu de sucesso ao conseguirem fazer chegar um astronauta à Lua no dia 20 de Julho de 1969. O filme acabaria também por profetizar a forte presença e influência que a tecnologia informática teria no dia-a-dia das sociedades modernas.

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Visão geral sobre o filme

Tendo como realizador o excêntrico Stanley Kubrick, o seu trabalho apresenta características e temáticas filosóficas, dotado de uma visão de admirável magnificência. uma autêntica experiência visual fora do comum. Efectivamente, o filme dedica a maior parte do seu tempo no aspecto visual do espaço sideral, sobrepondo-se a momentos típicos de desenvolvimentos de enredo e de diálogo. Os espectadores são contemplados com uma obra maioritariamente não-verbal, apresentando uma história com uma vasta margem para interpretação sobre o seu significado. O tipo de opiniões sobre um filme de calibre tão abstracto como esta obra de Kubrick variam entre balizas mais e menos positivas. Há quem ache o filme uma verdadeira obra de arte do cinema; por outro lado há quem o ache demasiado desconcertante e aborrecido.

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O primeiro diálogo aparente no filme só ocorre à meia-hora de duração, e no total, o filme contém menos do que quarenta minutos de deixas verbais. A maior parte do filme é composta por puro silêncio (com vista a demonstrar ao espectador a sensação do que é estar em pleno espaço sideral), ou pelo som da respiração do ser humano dentro de um fato espacial. Era intenção de Kubrick apresentar a história do filme maioritariamente através de uma componente visual com muito pouco diálogo e comunicação humana. Todas as cenas do filme ou são compostas por diálogo ou música (ou silêncio), mas nunca ambas ao mesmo tempo.

O filme é preenchido por efeitos especiais impressionantes e pioneiros para a altura, e apresenta uma banda sonora composta por música clássica, editada e montada como verdadeiros movimentos orquestrais como se se tratasse de uma sinfonia. Conta com música de Richard e Johann Strauss, Gyorgy Ligeti e Aram Khatchaturian.

Em termos de temática, “2001: Odisseia no Espaço” foi um dos primeiros filmes a abordar o conceito e a ideia do espaço e de vida extraterrestre, muito antes da saga da “Guerra das Estrelas”, de “Encontros Imediatos do 3º Grau” ou de “ E.T. – O Extraterrestre”. O filme baseia-se na história “The Sentinel” escrita por Arthur C. Clarke em 1948. O argumento seria mesmo redigido por Clarke e Kubrick, e construir-se-ia como uma espécie de expansão do livro. Três meses depois da estreia do filme, Clarke acabaria por publicar um romance baseado no argumento do filme.

Recepção e impacto

A obra-prima de Kubrick não seria nomeada para Melhor Filme nos Óscares, mas, apesar disso, receberia quatro nomeações para aquela cerimónia na qual se incluíam: Melhor Realizador, Melhor Direcção de Arte, Melhor Argumento Original e Melhores Efeitos Especiais. Acabaria por arrecadar este último (curiosamente sendo o único Óscar que um filme de Stanley Kubrick alguma vez receberia). O filme acabaria mesmo por ser o grande derrotado da noite, com “Oliver!” como o grande vencedor, arrecadando um total de cinco Óscares.

A recepção crítica também não seria a melhor. A maior parte dos críticos mostrar-se-ia indiferente e pouco receptivos. O filme seria criticado pelo seu tom monótono e por falta de imaginação. Mas à medida que os anos foram passando, o filme ganharia popularidade, especialmente já no final dos anos sessenta com a comunidade hippie, para ser considerado, hoje em dia, como uma dos filmes visualmente e tematicamente mais impressionantes de todos os tempos

Anos depois, em 1984, seria realizado uma sequela por Peter Hyams, intitulado de “2010 – O Ano do Contacto” (título original, “2010”), adaptado a partir do livro de Arthur C. Clake, “2010: Odyssey Two” de 1982. Clarke publicaria ainda mais duas obras para completar a saga: “2061: Odyssey Three” e “3001: Final Odyssey”, ainda sem qualquer adaptação para o grande ecrã.

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